“O céu estava tingido de cobre e as nuvens repartiam-se em tantas partes que eu mal podia contar. O vento estava tão frio que eu era capaz de enxergá-lo. O ar poluído deixava-me tonta, mas em nenhum momento eu parei de caminhar. Havia todo o tipo de gente com todas as cores de olhos. Azuis, verdes, pretos, castanhos, cinzas, mortos, vazios. Mortos como os rostos que corriam pelas ruas. Vazios como os sentimentos que carregavam em si. Crianças saiam de uma escola e eram as únicas que sorriam. Sorrisos banguelas e cheios de vida, ar de traquinagem, coisa de criança. Duas menininhas deram-se as mãos. Foi o único ato de amor que vi durante todo o dia, até consegui sorrir. Agora estou em casa. O cheiro de ar poluído foi substituído pela tinta da caneta, e confesso, esse é bem mais agradável. O tempo já não está tão frio, o gelo permaneceu somente do lado de fora e na ponta do nariz.
Dormi sentindo calor."
— Raihsa Ribeiro, 16 de maio de 2012
(via n-eedsomebody)
“Como um filtro, um filtro seletivo, vão ficando apenas as coisas e as pessoas que realmente contam."
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Caio F. Abreu (via n-eedsomebody)
padalecky:
If we can’t protect the Earth, you can be damn sure we’ll avenge it.
(via outofcontrolonthegrid)
“Não se preocupe, não tenha pressa. O que é seu encontrará um caminho para chegar até você. Deus não demora, Ele capricha."
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Caio Fernando Abreu(via n-eedsomebody)